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Keith Richard: A siderurgia em Contagem, sob Marx, Furtado e Gereffi, representa o quê para o Mundo?

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Resumo

Cortamos aço, mas não criamos valor?

Fiz esse texto inicialmente para uma disciplina do Mestrado, mas não podia deixar de publicá-lo nesse Blog. Foi fruto de muita pesquisa e eu vejo na ciência uma oportunidade de espalhar o máximo de conhecimento, desde os meus primórdios como divulgador científico de astrofísica. Também, em todas as oportunidades que tenho direciono os estudos para nossa cidade, porque acredito que isso aproxima o povo da ciência e cobre lacunas de uma área que olha demais para o lado de cima do equador.

Bom, busquei investigar como a cidade de Contagem participa das cadeias globais de produção de aço, utilizando a perspectiva teórica de Gary Gereffi. Procurei entender o papel da ArcelorMittal, a maior produtora de aço do Brasil e uma das maiores do mundo, sobre como a unidade de Contagem participa no cenário mundial de fabricação e processamento do aço, conectando ideias como a dependência estrutural, a industrialização em contextos desiguais e as disparidades globais, que são temas recorrentes nas análises marxista e estruturalista da América Latina. Para isso, são usados dados e informes da World Steel Association, OECD, UNCTAD, WTO e documentos internos da própria ArcelorMittal.

Retomando o pensamento de Marx e dos economistas estruturalistas, argumenta-se que a divisão internacional do trabalho, hoje reconfigurada pelas Cadeiras Globais de Valor CGVs, mantém os padrões de desigualdade entre centro e periferia. Contudo, o texto também aponta possibilidades concretas de avanço: o fortalecimento de startups industriais, a criação de centros locais de pesquisa e desenvolvimento, e o aproveitamento das oportunidades ligadas à reindustrialização verde são caminhos viáveis para ampliar a autonomia produtiva e a captura de valor.
Com base em experiências como a de Marília — que tem se destacado pela atração de capital e organização institucional — vejo na nossa cidade Contagem um futuro polo de inovação industrial, rompendo com a lógica da subordinação e buscando protagonismo tecnológico no interior das CGVs.

1. Introdução

As Cadeias Globais de Valor (CGVs) são hoje peça-chave da economia global. Idealizadas por Gary Gereffi e assunto recorrente no final da disciplina, as CGVs ilustram como a criação de produtos e serviços é dividida e espalhada por vários países, sob a gestão de grandes empresas multinacionais. A área da siderurgia e especificamente a do aço conta com uma das redes mais conectadas no mundo todo, com intensos movimentos internacionais de dinheiro, matérias-primas, inovação e mão de obra.

A cidade de Contagem exerce um papel característico nessa rede, tendo em vista sua localização estratégica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sendo um polo logístico dentro de um estado minerador. A fábrica da ArcelorMittal aqui presente é uma conexão essencial na conversão e no envio do aço fabricado em outras áreas e nações.

A dinâmica de exportações e importações e as tecnologias agregadas nos processos tem base na divisão internacional da produção estudadas nas tradições marxista e estruturalista latino-americana. Autores como Karl Marx, Celso Furtado e outros teóricos do já apontavam que a divisão internacional do trabalho, consolidada durante os séculos de colonialismo, tenderia a se manter no capitalismo avançado sob novas formas. A subordinação das economias periféricas antes era colocada por força militar e hoje por meio de estruturas produtivas assimétricas. Analisar a cadeia do aço a partir do caso de Contagem é refletir sobre a permanência dessas desigualdades sob um novo arranjo técnico e corporativo.

2. Cadeias Globais de Valor e a Teoria da Dependência

Ao desenvolver a teoria das CGVs, Gereffi ofereceu uma nova perspectiva sobre como a produção está organizada em nível mundial e extremamente entrelaçada entre as nações. Em vez de ver a produção limitada por fronteiras nacionais, as CGVs mostram como ela é dividida entre países e gerenciada por grandes empresas, que controlam o fluxo de matérias-primas, tecnologia, conhecimento e valor. Gereffi demonstra que o comércio internacional hoje se concentra menos em “exportar produtos” e mais em participar de partes específicas das cadeias de valor globais, com diferentes níveis de valor agregado, inovação e controle.

Gereffi também classificou os tipos de gestão das CGVs em cinco modelos principais: mercado, modular, relacional, cativo e hierárquico. No modelo de mercado, as trocas se baseiam em relações simples e pouca dependência entre as partes. No modelo modular, os fornecedores oferecem soluções prontas, mas sem grande envolvimento dos compradores. Nas cadeias relacionais, há forte dependência técnica e confiança entre os participantes. O modelo cativo se caracteriza pelo alto controle da empresa líder sobre os fornecedores, que são dependentes e têm pouca autonomia. Por fim, o modelo hierárquico se refere a estruturas verticais onde a empresa líder tem controle direto sobre várias etapas da cadeia, incluindo unidades de produção em diferentes países.

Com a globalização da produção, surgiram novas necessidades de análise que superassem os modelos tradicionais de comércio internacional. Nesse contexto, Gereffi e outros (2005) desenvolveram uma abordagem das CGVs que busca entender a divisão da produção e a distribuição geográfica das atividades de criação e obtenção de valor. Assim, é feita uma classificação de cinco formas que caracterizam as relações de poder e coordenação dentro das CGVs: mercado, com trocas simples baseadas no preço; modular, com fornecimento padronizado sob especificações detalhadas; relacional, com coordenação baseada na confiança e especialização conjunta; cativo, quando os fornecedores dependem muito dos compradores; e hierárquico, onde há controle vertical e integração direta das etapas de produção dentro de uma única empresa.

A ArcelorMittal ilustra os modelos hierárquico e cativo, operando com uma estrutura globalmente verticalizada e concentrando o poder de decisão estratégica em suas sedes. No caso de Contagem, o modelo cativo prevalece: é uma unidade subordinada, especializada em etapas de transformação como galvanização e recozimento, sem autonomia de decisão ou capacidade de inovação própria, sendo a gestão definida pela sede, que estabelece padrões, fluxos logísticos e mercados consumidores.

Paralelamente, Dunning (1995; 2008) examina as Empresas Multinacionais, evidenciando como elas distribuem estrategicamente suas operações, levando em consideração benefícios geográficos e estruturais. Foi base para iniciar-se as CGVs na disciplina. A sua Teoria auxilia na compreensão de porque a ArcelorMittal preserva operações de tecnologia e estratégia em países desenvolvidos (India, Alemanha e EUA), enquanto direciona atividades que exigem muita mão de obra e recursos naturais para países como o Brasil. Contagem se encaixa nesse modelo como um ponto estratégico para logística e operações, mas não como um núcleo de decisões ou de pesquisa e desenvolvimento.

É precisamente aqui que a corrente crítica latino-americana, defendida por pensadores como Celso Furtado (2000) apresenta uma visão contrastante fundamental. De acordo com esse autor, a industrialização nos países em desenvolvimento dentro do sistema capitalista acontece de forma dependente, onde a dependência tecnológica e a fragilidade externa não são eliminadas, mas sim transferidas para novas formas de subordinação funcional. A participação nas CGVs, portanto, não põe fim à dinâmica centro-periferia, mas a remodela em novas modalidades de hierarquia e controle.

3. A Cadeia Global do Aço: Estrutura e Dinâmica

De acordo com a World Steel Association (2024), a CGV do aço possui as seguintes etapas: extração de minério de ferro e carvão metalúrgico, operações de transporte e logística, fabricação primária (processos de alto-forno e aciaria), etapas de transformação (como laminação, galvanização e recozimento), distribuição dos produtos e aplicação final nas indústrias que consomem o material (setores automotivo, de construção e de máquinas).

Essa cadeia é muito concentrada em determinados países e só tem se concentrado mais com o tempo. Dados do relatório da WSA citado anteriormente e da OECD de 2023 apontam que a China se destaca e cresceu sua influência na última década, respondendo por mais da metade da produção global de aço bruto, seguida por Índia, Japão, EUA e Rússia. A produção de matérias-primas, etapa que não agrega conhecimento e nem tecnologia inovativa, está centrada em poucos países, com destaque para Austrália, Brasil e China. Em 2024, o Brasil exportou um volume superior a 400 milhões de toneladas de minério de ferro, tendo a China como seu principal comprador (ComexStat/MDIC).

Na fase de média tecnologia que é a transformação e laminação, a produção se concentra em países como Alemanha, Coreia do Sul, EUA e China. Os produtos finais encontram aplicação em todo o mundo, com a China, a União Europeia, os EUA, a Índia e o Sudeste Asiático figurando como os principais mercados consumidores. O comércio internacional de aço movimenta um volume superior a 450 milhões de toneladas anuais, segundo informações da WTO (2023).

A cadeia global também utiliza bastante logística, com centros de distribuição posicionados estrategicamente perto de polos industriais. A ArcelorMittal, por exemplo, utiliza centros como o de Contagem para ajustar produtos semiacabados às necessidades de indústrias locais, especialmente nos setores automotivo, representado majoritariamente pela presença da Stellantis em Betim, e da construção civil, que é um setor em franco crescimento na RMBH.

Figura 1: Cadeia Global do Aço simplificada a partir de informações do WTO eWSA e OECD. Elaboração de Keith.

4. A ArcelorMittal e sua Rede Global

A ArcelorMittal é a maior produtora de aço no Brasil e líder no mercado global, o grupo tem cerca de 126 mil empregados, sendo 19 mil no Brasil, e atende a clientes em 140 países (ArcelorMittal, 2025). Sua produção tem divisões bem claras e podem ser analisadas na lógica das CGVs. As fábricas em países em desenvolvimento, como Serra Leoa, focam na extração de minerais e na produção básica de aço bruto. A disponibilidade de recursos naturais e o custo relativamente baixo da mão de obra influenciam muito a escolha desses locais para tais atividades. Entretanto, em países desenvolvidos como a Alemanha, a França, a Bélgica e os Estados Unidos se encontram as fábricas dedicadas à transformação tecnológica avançada e à pesquisa e ao desenvolvimento, criando produtos inovadores e personalizados para setores exigentes, como a indústria automotiva avançada, a aeroespacial e a engenharia de precisão.

As fábricas situadas em mercados emergentes intermediários, a exemplo do Brasil, Australia e do México, desempenham funções intermediárias e logísticas. A unidade de Contagem, por exemplo, tem um papel claro na adaptação de produtos semiacabados provenientes de outras fábricas, especialmente da usina de Monlevade (fabricação de fio-máquina) e de Serra Azul (minério de ferro).

A planta realiza corte longitudinal, galvanização e recozimento, agregando um valor intermediário para atender setores como a construção civil e a indústria automotiva regional.

Esse padrão de divisão da tecnologia e do trabalho dentro da ArcelorMittal demonstra o padrão típico das CGVs. A maior parte do valor adicionado fica nos centros tecnológicos e de decisão, enquanto os países da periferia e semi-periferia se responsabilizam pelas etapas que exigem muitos recursos naturais ou mão de obra, mas com pouca tecnologia e participação fraca em redes de inovação. Essa foi uma discussão abordada no início da disciplina com as metamorfoses do capitalismo, sobre como ele se apresenta no mundo hoje. Conforme ressaltado por Dunning (1993), as empresas multinacionais agem de forma seletiva e estratégica, mantendo centros de excelência nos países centrais e delegando funções operacionais às filiais periféricas. Essa estrutura produtiva mantém as desigualdades estruturais no sistema global, como alertou Celso Furtado (2000). A participação de Contagem nesse sistema serve ao capital global, mas não garante um desenvolvimento independente.

5. Contagem e o Papel Logístico e Industrial Subordinado

A participação do Brasil nas redes globais de produção, notadamente no setor do aço, não acontece de forma igualitária, como já discutido acima no texto. Percebe-se nessa metamorfose do capitalismo novas formas de reorganização da dependência periférica, que mantém o país como um fornecedor de matérias-primas e executor de etapas técnicas secundárias, com pouca influência e capacidade de agregar valor.

Segundo Eichengreen (2008), os movimentos de capitais entre os países, controlados por centros financeiros poderosos, antigos e experientes, limitam a autonomia das economias em desenvolvimento. Aplicando essa lógica às cadeias globais de valor, nota-se que o controle dessas cadeias se concentra na centralização das decisões estratégicas e na distribuição controlada das operações. Isso expõe países como o Brasil ao poder das empresas multinacionais e às oscilações do capital internacional, mas pior ainda é para Serra Leoa.

Os dados dos relatórios da OCDE (2023) confirmam essa interpretação. O Brasil participa das cadeias globais de valor com baixo conteúdo tecnológico, enfrentando dificuldades para diversificar sua produção, falta de alinhamento entre política comercial e industrial, e poucos mecanismos para impulsionar a inovação local. O país não conseguiu seguir o modelo do Leste Asiático, como evidenciado na Revista da ESPM (2015), onde a integração às cadeias globais foi acompanhada de fortes investimentos em tecnologia e desenvolvimento institucional. No caso brasileiro, a participação se resume, em grande parte, ao fornecimento de commodities ou ao processamento de produtos intermediários com baixo valor agregado.

No setor do aço, isso se reflete no papel da unidade de Contagem: atuar como um intermediário na adaptação de bobinas, cortando, galvanizando e distribuindo materiais semiacabados produzidos em outras fábricas, direcionadas principalmente à exportação. A ArcelorMittal não utiliza Contagem como um centro de inovação, mas como uma plataforma de processamento e distribuição. Assim, a cidade tem uma função operacional, mas não estratégica, na cadeia global do aço.

De acordo com a UNCTAD (2023), as regiões periféricas inseridas nas cadeias globais de valor se concentram em atividades de baixo valor agregado e alta competição, o que restringe seu potencial de desenvolvimento independente. A produção realizada em Contagem, embora tecnicamente avançada, não tem um papel determinante no controle da cadeia.

6. Considerações Finais

A estrutura das CGVs, portanto, considerando Gereffi et al. (2005) e Dunning (2008), está longe de ser uma questão técnica ou organizacional neutra. Trata-se de um mecanismo político e econômico de reprodução das desigualdades globais. A fragmentação produtiva global permitiu às corporações explorar vantagens relativas nos países periféricos, mas sem transferir a esses territórios os instrumentos fundamentais do desenvolvimento: capacidade tecnológica, autonomia decisória e inserção nas etapas de maior valor agregado.

Eichengreen (2008) mostra que a consolidação do capitalismo global sempre envolveu mecanismos de subordinação sistêmica das economias periféricas, primeiro via finanças e agora também via estruturas produtivas. As CGVs contemporâneas perpetuam esse padrão: o comando reside nos polos centrais, e os países como o Brasil permanecem nos circuitos de transformação subordinada.

Os dados nesse estudo apresentados reforçam como as críticas formuladas por Marx e pensadores marxistas e estruturalistas latino-americanos são atuais. Marx, ao teorizar sobre a expansão do capital e a dominação das colônias com a divisão internacional do trabalho, já antecipava que a internacionalização do mercado ampliaria as desigualdades entre os centros industriais e as periferias fornecedoras de matéria-prima e força de trabalho barata. Celso Furtado, pensador estruturalista, evidenciou como a dependência estrutural e a ausência de controle sobre os meios técnicos de produção comprometeriam qualquer projeto autônomo de desenvolvimento nos países latino-americanos.

A experiência da ArcelorMittal em Contagem reforça esse diagnóstico. Ainda que haja dinamismo operacional, a ausência de centros de Pesquisa e Desenvolvimento, a dependência de insumos e decisões externas, e a fragilidade das políticas nacionais de incentivo à inovação impedem que essa inserção se converta em desenvolvimento endógeno.

É preciso que o Brasil transite da condição de executor para a de planejador dentro das cadeias. Para tanto, políticas industriais articuladas, com foco em diversificação produtiva e capacitação tecnológica, são indispensáveis. Isso implica não apenas integrar-se às CGVs, mas disputar seu comando. O diagnóstico crítico deve abrir espaço para ações estratégicas em nível local. O fortalecimento de uma base tecnológica local, articulada com uma agenda de reindustrialização verde, pode recolocar Contagem em uma posição mais autônoma dentro dessa arquitetura global.

Isso exige atrair e apoiar startups com foco em eficiência energética, reciclagem de metais, economia circular e novas ligas metálicas, além de estruturar um centro local de pesquisa e desenvolvimento (P&D) com forte vínculo público-privado.

A experiência de Marília, ao combinar capacidade de articulação institucional e atração de capital empreendedor, mostra que há caminhos viáveis mesmo fora dos grandes centros. Contagem tem potencial logístico, histórico industrial e capital humano para trilhar essa rota, desde que combine visão estratégica com investimentos coordenados.

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